O arquiteto cuiabano Paulo Molina Duarte Monteiro recebeu na noite desta quarta-feira, 05/12, em Salvador (BA), o Prêmio Arquiteto do Ano 2007 Brasil, da Federação Nacional dos Arquitetos (FNA). A cerimônia de premiação foi realizada no Clube Espanhol de Salvador, durante o 31° Encontro Nacional de Arquitetos, promovido pelo Ministério das Cidades, FNA e Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. Paulo Molina foi selecionado para a disputa nacional após receber o Prêmio Arquiteto do Ano 2007 de Mato Grosso.

"Para mim, a premiação foi uma feliz surpresa. É um reconhecimento importante, mas também traz mais responsabilidade, e me estimula a trabalhar mais. Sou apaixonado por arquitetura e esse prêmio é o resultado dessa paixão", disse o arquiteto.

A indicação de Paulo Molina foi feita pelo Sindicato de Arquitetos de Mato Grosso (Sindarq/MT), presidido pela arquiteta Ana Rita Ribeiro. "Ele foi escolhido pela produção ímpar e o trabalho fantástico que realiza. Paulo tem um trabalho relevante e diferenciado para Mato Grosso, de grande categoria, expressão artística e técnica. Ele conquistou o prêmio nacional por ser extremamente competente e vai fazer história em Estado", avalia Ana Rita Ribeiro.

Este é o segundo ano que a FNA realiza a premiação, cujo objetivo é homenagear arquitetos e urbanistas brasileiros pelas atividades que tenham especial alcance social, técnico ou político. Cada unidade da Federação premia um profissional e o indica para concorrer à premiação nacional.

Segundo o presidente da FNA, Ângelo Arruda, Paulo Molina marca sua presença com um trabalho sempre inovador. “Suas obras pousam suavemente na cidade, numa composição que argumenta as possibilidades da forma ,da função e do espírito do lugar, criando possibilidades de interação sutil entre o homem e a natureza exuberante do cerrado”, considera.

A escolha dos homenageados obedeceu a critérios de mérito e de público pelo reconhecimento. A escolha considerou ainda o destaque alcançado, preferencialmente, quando o trabalho é caracterizado pelas realizações nas áreas científica, política, social e tecnológica, com alcance social e humano, por meio de ações, projetos ou obras que beneficiem a comunidade brasileira e mundial.

Paulo Molina afirma que a arquitetura traduz a oportunidade de interferir na natureza, de maneira sustentável, recriando um novo cenário, fazendo uma "arquitetura como a vida que queremos para nós mesmos". Para ele, a arquitetura deve reconectar o homem à natureza, procurando criar ambientes que levem à sensação de bem-estar e harmonia. "Na maior parte do tempo as pessoas vivem dentro de um ambiente que alguém projetou. Se o ambiente for positivo, vai emanar boas energias e permitir a felicidade de quem vive ali. A arquitetura é uma forma de criar cenários para as pessoas serem felizes, tanto em obras públicas quanto privadas", conceitua o arquiteto.

Graduado pela Universidade Metodista Izabela Hendrix, de Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1995, o arquiteto traz na bagagem um trabalho de pesquisa arquitetônica em nove países da Europa e do Norte da África, além de vários cursos de aperfeiçoamento e atualização profissional. Entre outros, estudou na Cambridge School of Languages, em Cambridge, na Inglaterra, em 1997; fez curso sobre Feng Shui em Belo Horizonte em 1994; participou da Bienal Internacional de Arte Contemporânea, em São Paulo (1989); da Bienal Internacional de Arquitetura, em São Paulo (1993); do Congresso Internacional de Arquitetura de Barcelona (1996).